Hoje me assomou uma vontade irresistível de ler "Guerra e Paz", e no Kindle, para minha surpresa, mas deixarei essa grande empreitada para as férias, porque ela demanda tempo livre e muita concentração. O meu fascínio pela cultura e história russas é enorme e se prefigura na origem russa do meu nome (Dr. Iuri Jivago, Iuri Gagarin). Como não admirar as portentosas música, a literatura e a dança da Rússia?! Pena que seu atual Chefe de Estado tenha dado tanto vexame em matéria geopolítica: contudo um mal governo é passageiro e não pode se confundir com a grandeza e soberania de um país e seu povo. Falando em países e suas grandes histórias e os rutilantes aspectos de sua cultura, recentemente assisti à série Imperatriz, da Netflix, cujo enredo remonta ao Império Austríaco de Francisco I, e a evocação de seus conflitos com o Império Russo me fez lembrar do quanto gosto das coisas desse país, mas também do quanto amo a música da Áustria, sobretudo as composições de Mozart, cujo concerto para flauta e harpa ora ouço... Ouvir algo tão sublime realça que as coisas lindas não findam, mas se eternizam e nos redimem, nos sustentam do tédio prosaico da existência, e fazem o mais (política partidária, inflação de egos, deblaterações infantis, desejos carnais...) não terem valor algum, não valerem a pena...
